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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Funções da Linguagem

Função Emotiva (ou expressiva)
Centralizada no emissor, revelando sua opinião, sua emoção. Observa-se, através dessa função, o envolvimento pessoal do emissor, que comunica sentimentos inquietações, emoções, avaliações e opiniões centradas na expressão da 1ª pessoa do singular (eu), do seu mundo interior. É a linguagem das biografias, memórias, poesias líricas e cartas de amor, porque apresentam uma linguagem subjetiva que enfoca as próprias sensações do emissor.
  • Por exemplo: “Porém meus olhos não perguntam nada./ O homem atrás do bigode é sério, simples e forte./ Quase não conversa./ Tem poucos, raros amigos/ o homem atrás dos óculos e do bigode.” (Poema de sete faces, Carlos Drummond de Andrade)
  • Por exemplo 2: O criador de uma charge pode expor sua opinião de uma maneira cômica.
 

Função Referencial (ou denotativa)
Essa função ocorre quando o destaque na comunicação é o referente, ou seja, o objeto da mensagem ou a situação nela abordada, onde o emissor procura oferecer informações da realidade, sobre o referente, oferecendo uma mensagem objetiva, direta, denotativa, prevalecendo a 3ª pessoa do singular. Essa função é usada para informar. Linguagem usada nas notícias de jornal, textos científicos e didáticos.
  • Por exemplo: “Bancos terão novas regras para acesso de deficientes”. O Popular, 16 out. 2008.

Função Conativa (ou apelativa)
Centraliza-se no receptor; é usada quando o objetivo da transmissão da mensagem é persuadir, influenciar o comportamento do receptor. Como o emissor se dirige ao receptor, é comum o uso de tu e você, ou o nome da pessoa, além dos vocativos e imperativo. Usada nos discursos, sermões e propagandas publicitárias que se dirigem diretamente ao consumidor, cuja finalidade é envolver o leitor, influenciar o seu comportamento e seduzi-lo com uma mensagem persuasiva. Essa função aparece muito na capa de jornais, revistas, propagandas e outros.
  • Por exemplo: Não perca a chance de ir ao cinema pagando menos!
    (A persuasão é usada para levar clientes até o cinema ou a uma loja)

Função Fática
Centralizada no canal de comunicação, tendo como objetivo prolongar ou não o contato com o receptor através de cumprimentos ("Olá!", "Como vai?", "Bom dia!"), testando a eficiência do canal ("Entende?", "Câmbio!", "Está me ouvindo?"), ou numa abordagem coloquial objetiva e rápida ("Está tudo bem?", "Você precisa de ajuda?"). Aparece com mais freqüência em nosso dia-a-dia, já que uma de suas características é chamar atenção, manter contato usando diferentes formas como ruídos, repetições, etc. É muito utilizada em meios de comunicação de massa, linguagem das falas telefônicas, saudações e similares.
  • Por exemplo:
  • Num diálogo: “Está entendendo?”. Ao telefone: “Oi” / “Alô”. O “ahhh...muleeeque!!!” dá a frase sentido de estar gritando.
  • -Oi.
    -E aí?
    -E aí?
    -Bom...Eu perguntei primeiro.
    -EU perguntei primeiro.
    -Ãh...
    -...
    -Você não entende o que eu falo?
    -Hã!?
    -Simplesmente me ignora então?
    -Oi?
    -Que chato,véi..

Função Poética
Centralizada na mensagem, revelando recursos imaginativos criados pelo emissor. Afetiva, sugestiva, conotativa, ela é metafórica. Ocorre quando se enfatiza a mensagem ou o texto, quando é trabalhada a própria linguagem. A ênfase recai sobre a construção do texto, a seleção e a disposição de palavras no texto. Valorizam-se as palavras, suas combinações. É a linguagem figurada apresentada em poemas, mas aparece também em obras literárias diversas como prosa, letras de música, em algumas textos publicitários, etc.
  • Por exemplo: negócio/ego/ócio/cio/
    Na poesia acima “Epitáfio para um banqueiro”, José de Paulo Paes faz uma combinação de palavras que passa a ideia do dia a dia de um banqueiro, de acordo com o poeta.

Função Metalingüística
Centralizada essencialmente no código, usando a linguagem para falar dela mesma. O objetivo da mensagem é referir-se à própria linguagem. A poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro texto. Podem-se encontrar exemplos dessa função em uma cena de filme que analise o cinema, em verbetes de dicionários - repositórios de metalinguagem, em textos que estudem e analisem outros textos (por exemplo, definições de assuntos gramaticais em gramáticas). O próprio jornal corrige erros de seu próprio cógido (errata).
  • Por exemplo: “Pegue um jornal
    Pegue a tesoura.
    Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.
    Recorte o artigo.”
    Este trecho da poesia, intitulada “Para fazer um poema dadaísta” utiliza o código (poema) para explicar o próprio ato de fazer um poema.

Obs.: Em um mesmo texto podem aparecer várias funções da linguagem. O importante é saber qual a função predominante no texto, para então defini-lo. 
  • Por exemplo:
    FUNÇÃO METALINGUÍSTICA: A placa refere a ela mesma.
    FUNÇÃO FÁTICA: Utiliza a palavra "AVISO" para avisar.
    FUNÇÃO APELATIVA: "Não remova este aviso". 


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