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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Viver é comunicar

" [...] A comunicação não vive por si mesma, como algo separado da vida da sociedade. Sociedade e comunicação são uma coisa só. Não poderia existir comunicação sem sociedade, nem sociedade sem comunicação. A comunicação não pode ser melhor que sua sociedade nem está melhor que sua comunicação. (Bordenave, p. 16 e 17, 2006)".

Sendo assim, a comunicação está em todos os âmbitos de nossa vida, seja entre amigos, trabalho, ideologias, etc. Viver é comunicar, é compreender que tudo, absolutamente tudo é comunicação, seja na dança, no teatro, na mímica, nos símbolos, nas letras cotidianas ou cultas, tudo ao nosso redor nos informa de alguma coisa, tudo se comunica, pois viver é comunicar. - Wagner Miranda

Sucesso e fracasso são temporários; o que permanece é a competência!

Todos sonhamos com o sucesso e odiamos o fracasso, mas não existe sucesso nem fracasso eternos, a competência, ou o resultado desses autos e baixos é que permanece para nos dar maior visibilidade na próxima onda de oportunidades.

O sucesso é a soma de competência e talento com ação, sem a perda do entusiasmo. Os sonhos devem ser colocados na prática sem a perda do foco na conquista do seu objetivo, mesmo diante dos fracassos que certamente enfrentará.

O equilíbrio entre estes fatores – sucesso e fracasso visando o objetivo, que o ajudam a não perder o foco é a Comunicação com Ética. Aqui os dois se encontram, se unem e se tornam tão importantes um quanto o outro. Precisamos nos fazer entender com clareza, respeitando os direitos de cada um, sem usar o outro como escada. Aí sim as metas serão galgadas passo a passo, mesmo que em conta gotas, mas estabilizando estes passos para que os fracassos sejam apoio para melhorar a Comunicação com Ética e o sucesso torne-se realidade garantida. - Wagner Miranda

Sem uma boa comunicação: 'Silas'!!!

Até os animais se comunicam. Eles precisam entender as organizações do grupo. Em uma matilha, precisam saber a decisão do líder lobo que eles mesmo definiram como chefe e execultar com afinco o que for imposto. Os leões precisam se submeter ao mais forte e para isso deitam-se em submissão. As formigas entendem as mensagens via aromas expelidos pelos companheiros. ... Em todo o mundo animal a comunicação é excencial para a sobrevivência da espécie.

Como seres 'racionais', temos uma responsabilidade muito maior, pois além de ações para sobrevivência da espécie, precisamos conviver socialmente com todos os tipos de costumes, culturas, individualidades, passando nossa ideologia e absorvendo a de outrem.

E como vendedores - que é no que nos tornaremos - temos uma responsabilidade muito maior na comunicação, pois é com ela que definiremos se seremos um sucesso ou um fracasso. Sendo assim, sem uma boa comunicação: 'Silas'!!! - Wagner Miranda

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Podemos ser julgados éticamente corretos ou errados?

A globalização vem tornando fácil a aquisição de grandes tecnologias que só seriam possíveis a grupos específicos em tempos nem muito remotos. Mas a demanda exige produção em massa, e são necessários muitos profissionais de grande qualificação para produzir o produto que antes atingia centenas ou milhares e agora atingem milhões de pessoas ao redor do mundo sem fronteiras pela globalização. Isso leva empresários arcaicos que não possuem responsabilidade social a pagar menos e de forma diferenciada àqueles que não são tão qualificados, mas que aprendem, se profissionalizam e ampliam a produção da empresa, triplicando seus lucros, que continuam pagando salários misérias por ter interferido culturalmente no limite financeiro daquelas pessoas. O que parece pouco em umas regiões, pode ser a salvação de outras. Mas estas diferenças não deveriam existir, já que, como homo sapiens, somos todos iguais e deveríamos ter os mesmos direitos.

Para melhor entendimento, vou dar um exemplo de uma empresa aqui em Jequié-Ba. "A famosa Ramarim, empresa de calçados, com sede no Rio Grande do Sul, implantou uma de suas fábricas em nossa cidade a mais de 12 anos. Na época, faltava emprego e a idéia de uma grande empresa soou maravilhosamente bem, mesmo adentrando sob centenas de exigências como: 'Nada de impostos para o município por 10 anos', 'ajuda financeira na instalação dos galpões' que receberiam os equipamentos e 'salários "condizentes" com os profissionais mal qualificados', ou seja, quase metade do que se pagava no Rio Grande do Sul, onde fica sua sede.

Diante da necessidade urgente de criar empregos, os políticos aceitaram, até para garantir votos na eleição que se seguia. Politicamente a coisa funcionou; mas 10 anos depois, após centenas de profissionais já qualificados, outras centenas de deficientes por conta da ação repetitiva e o pagamento ainda inferiorizado em relação aos mesmos profissionais gauchos, a empresa declarou fechamento por haver vencido o prazo de não pagar impostos, e a mesma preferiria procurar outro polo necessitado, para não ter que arcar com os custos reias e padrões de uma produção em massa.

Com uma cultura interferida e inferiorizada, criada por uma demanda de mais de 2000 funcionários ativos, o novo prefeito se viu diante de uma clara necessidade de continuar mantendo seus cidadãos inferiorizados para não incorrer no risco de desemprego em massa em sua gestão. Resultado: A empresa ganhou mais dez anos de isenção e mais um galpão para ampliar a produção dos produtos que são vendidos ao mesmo valor dos produzidos pelos gaúchos, mesmo sob custo menor, mas que garante uma margem de lucros muito maior."

Como veem, esta realidade jequieense se encontra em centenas de outras cidades e, em muitos casos ao redor do mundo, até muito pior, chegando à escravidão, e nós, de certa forma, contribuímos para que isto continue, alimentando financeiramente estas empresas, quando adquirimos seus produtos sem sabermos ou nos interessarmos por, exatamente como se produz e quais as custas daquilo que tanto nos satisfaz.

Então pergunto:
Somos nós moralmente responsáveis por atos deste naipe ou mesmo pior?
Podemos ser éticamente julgados por adquirirmos produtos sem nos interessar por maiores detalhes de sua produção, quando estes podem estar sugando de alguém para que possamos luxar?
Escatologicamente estaríamos nós tendo parcela de culpa?
Precisamos fazer a diferença, ou podemos simplesmente seguir a maré sem sermos responsabilizados por isso?
- Wagner Miranda

Nota:  Vale resaltar que a empresa citada é apenas um exemplo, mas que a mesma cumpre suas regras legais dentro do que se foi acordado para implantação da empresa. O julgamento aqui é apenas de responsabilidade social, de ética, tópico de estudo no curso de Tecnologias em Negócios Imobiliários.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A teoria ética utilitarista

 
O Utilitarismo é um tipo de ética normativa -- com origem nas obras dos filósofos e economistas ingleses do século XVIII e XIX. Jeremy Bentham e John Stuart Mill, -- segundo a qual uma ação é moralmente correta se tende a promover a felicidade e condenável se tende a produzir a infelicidade, considerada não apenas a felicidade do agente da ação mas também a de todos afetados por ela.

Esta teoria rejeita o egoísmo, opondo-se a que o indivíduo deva perseguir seus próprios interesses, mesmo às custas dos outros, e se opõe também a qualquer teoria ética que considere ações ou tipos de atos como certos ou errados independentemente das conseqüências que eles possam ter.

O Utilitarismo assim difere radicalmente das teorias éticas que fazem o caráter de bom ou mal de uma ação depender do motivo do agente porque, de acordo com o Utilitarismo, é possível que uma coisa boa venha a resultar de uma motivação ruim no indivíduo.

Para Bentham, a doutrina do direito natural é insatisfatória por duas razões: primeiro, porque não é possível provar historicamente a existência de tal contrato; segundo, porque, mesmo provando-se a realidade do contrato, subsiste a pergunta sobre por que os homens estão obrigados a cumprir compromissos em geral. Em sua opinião, a única resposta possível reside nas vantagens que o contrato proporciona à sociedade.

- http://www.cobra.pages.nom.br/ft-utilitarismo.html/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Jeremy_Bentham

Stakeholder

Em inglês, significa “stake”, interesse; e “holder”, aquele que possui - em portugês seria a parte interessada ou interveniente. É um termo usado em diversas áreas como administração e arquitetura de software referente às partes que são todos aqueles que influenciam uma empresa. São os interessados pelos projetos, gerenciamento, mercado e produtos de uma empresa.

São os colaboradores, funcionários, clientes, consumidores, planejadores, acionistas, fornecedores, governo e demais instituições que direta ou indiretamente interfira nas atividades gerenciais e de resultado de uma organização. São os elementos essenciais ao planejamento estratégico de negócios.

É qualquer indivíduo ou entidade que afete as atividades de uma empresa. O termo foi inaugurado pelo filósofo Robert Edward Freeman, que defendia a ideia da interferência dos stakeholders como fundamental no planejamento estratégico.

Um processo empresarial abrange interferências de caráter temporárias ou duradouras. O bom desempenho de um projeto depende da opinião e do trabalho de todos os interessados, desde que compreendidas pelos seus gestores.

Toda interferência, desde a sugestão de um fornecedor até a reclamação de um consumidor, visa aumentar o nível de satisfação a respeito dos produtos da empresa e aprimorar todos os processos de trabalho. É necessário o envolvimento e capacidade de considerar as opiniões e projetos que  possam cercar e adentrar numa empresa.

Alguns exemplos possíveis de stakeholders de uma empresa são:
  •  Acionistas
  •  Donos
  •  Investidores
  •  Empregados
  •  Fornecedores/subministradores da empresa
  •  Sindicatos
  •  Associações empresariais, revolucionais ou profissionais
  •  Comunidades onde a empresa tem operações: associações de vizinhos
  •  Grupos Normativos
  •  Governos municipais
  •  Governos estatais
  •  Governo federal
  •  ONGs
  •  Concorrentes
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Stakeholder/ http://www.infoescola.com/administracao_/stakeholders/ http://www.vemconcursos.com/opiniao/index.phtml?page_id=1828/

Código de ética empresarial

Como se percebe, é cada vez mais importante para as empresas manterem canais de comunicação com seus diversos públicos estratégicos, por meio dos quais comuniquem os princípios e valores que norteiam suas atividades, bem como os avanços na área social. Assim, os relatórios de responsabilidade social corporativa ou balanços sociais certamente estão ganhando importância nas organizações, até mesmo pelo fato da globalização e internacionalização de seus negócios. E o foco desses relatórios está cada vez mais voltado para as relações das organizações com os públicos com os quais ela interage: funcionários, consumidores, fornecedores, comunidade, investidores, entre outros.
 
Neste novo cenário organizacional - e com as novas exigências do mercado e da sociedade - também as declarações de visão, propósito e missão, as cartas de valores, os chamados credos empresariais e os códigos de ética empresarial ganham importância,  figurando como delineadores da cultura e políticas organizacionais para os diversos públicos que interagem com a organização e constituindo um instrumento de orientação à tomada de decisões pela alta administração. Estes documentos devem representar também um compromisso com a sociedade e, por isso mesmo, é imprescindível que os valores e princípios neles descritos sejam genuinamente praticados pela organização na realização de suas atividades.

Segundo o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, uma associação de empresas interessadas em desenvolver suas atividades de forma socialmente responsável, o código de ética empresarial é "um instrumento de realização da visão e missão da empresa, que orienta suas ações e explicita sua postura social a todos com quem mantém relações". 

Os códigos de ética empresarial não apenas formalizam os compromissos éticos da empresa, mas também constituem uma importante ferramenta de comunicação desses valores e práticas para seus stakeholders. Eles exprimem os princípios que norteiam a atividade da organização e suas expectativas com relação ao comportamento de seus funcionários e à qualidade das relações estabelecidas com as partes interessadas.
Enfim, os códigos de ética empresarial são a articulação dos valores que conduzem a conduta empresarial. Cada vez mais, as organizações estão percebendo que podem agregar valor às relações com seus parceiros, funcionários, clientes, e muitos outros públicos, por meio de seus códigos de ética.

Porém, adotar um código de ética empresarial não significa simplesmente  escrever um série de tópicos como se fossem ordens ou mandamentos e distribui-los aos funcionários. É necessário que suas palavras reflitam os valores realmente praticados a partir dos dirigentes para que seja interiorizado nos demais níveis da organização. Por constituir-se uma comunidade hierárquica, que concentra o poder de decisão na alta administração, pode-se dizer que o comportamento dos colaboradores da empresa é em grande parte influenciado pelas determinações e exemplos que vêm de cima.

Por outro lado, a adesão da alta direção à prática dos valores e princípios do código de ética empresarial também não é, por si só, suficiente. Para moldar comportamentos e atitudes, é necessário que a empresa promova o diálogo sobre as questões éticas, além de acompanhar, avaliar, cobrar, recompensar e estimular. Mais do que isso, é necessário entender que a organização é apenas um subsistema dentro da sociedade, e que a cultura organizacional também é parte da própria cultura da sociedade que a cerca.

Um aspecto importante a ser observado é o papel da comunicação neste processo de identificação de cultura e disseminação de valores na organização. Percebe-se que a construção da identidade e imagem organizacional depende fundamentalmente de um processo de comunicação constante, transparente e eficaz nas frentes interna e externa da organização.

Neste sentido, as relações públicas, ao identificarem os valores e cultura organizacionais e ao administrarem a comunicação da organização com seus diversos públicos estratégicos, buscando a compreensão e integração entre os mesmos, estão diretamente relacionadas à elaboração e implantação dos códigos de ética empresariais. 

- Códigos de Ética Empresarial e as Relações da Organização com seus Públicos - Marina do Amaral Daineze